As ficções da COP 26 não impressionam mais ninguém – I

Em março de 1990, realizou-se uma grande conferência no MIT sobre o tema “Energia e Meio Ambiente no Século XXI”.  O grande evento examinou literalmente todos os aspectos da produção, transporte e consumo de energia, e resultou numa publicação com quase 1.000 páginas (que, agora, encontra-se a caminho de um sebo ou do lixo, juntamente com muitas outras publicações do mesmo tipo e que se mostram antiquadas).

Dobrado no meio desse grande e elegante volume de capa dura, encontra-se o convite para o 5° Forum Anual de Financiamentos de Projetos de Energias Renováveis que se realizou em 2003, em Londres, com a presença de mais de 50 especialistas no assunto (ao qual o autor deste blog compareceu como simples membro da platéia).  Aí, já se discutiam os créditos de carbono a serem financiados com sobretaxas impostas aos combustíveis fósseis.

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Hidrogênio verde – Um lero-lero para os muito ricos?

Subitamente, surgiu uma nova conversa fiada para o controle das emissões globais causadoras de mudananças climáticas: o hidrogênio verde.  O marketing nesse ramo cultua a palavra verde, ainda que, com menos estardalhaçoo fale no hidrogênio azul que tem o gás natural como fonte primária de energia.  No primeiro caso, trata-se de  “mineração” de água  com a separação do H2 do O num processo denominado eletrólise, Já conhecido há tempos, esse processo  ainda requer massivos aportes de eletricidade.  As disponibilidades de água doce é um fator crítico, já que a dessalinização  aumenta em muito a demanda de energia.

O hidrogênio “verde” só se viabiliza com elevados créditos de carbono que, evidentemente, serão pagos ao consumidor final pela substituição de um combust´ível sujo por um limpo.  Lá! A questão central é a de sempre: qual o benefício disso para países como o Brasil, que exportarão energia limpa e água sem a retenção de impostos locais, com a eletrólise feita em “zonas de processamento industrial”?

Além disso, alguma geração de emprego nas áreas de solar e eólica de grande porte, já amplamente dominadas por capitais estrangeiros num ciclo em que a escassez de energia no Brasil tende a se acentuar e os preços a aumentarem.

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Concessões capengas de água esgoto

As privatizações ou concessões do setor de saneamento à iniciativa privada no Brasil não é algo novo.  O exemplo de uma única concessão por diversos municípios da Região dos Lagos já ocorreu há cerca de 25 anos, concessão estendida por mais 5 sem por uma agência regulatória estadual bem frágil e nada transparente.  Os benefícios ambientais para a lagoa de Araruama foram desprezíveis ou mesmo contraproducentes.

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Máscaras não evitam a transmissão de vírus e podem ser danosas à saúde física e mental

Um estudo feito por um cardiologista veterano de Stanford concluiu que o uso de máscaras não é efetivo para evitar a transmisão dos vírus.  Como o estudo, cujo original pode ser acessado aqui, publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA / Instituto Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês), certamente não ganhará destaque na mídia convencional brasileira, optamos por uma tradução dos principais trechos (mantendo a sua estrutura de apresentação, ainda que isso implique no risco da “leitura desnatada” e mesmo da já batida acusação inquisitorial de “negacionismo” que se difundiu no Brasil para tentar bloquear opiniões divergentes).

No entanto, vale lembrar que 13 dos 50 estados norte-americanos já não exigem máscaras em nenhuma situação, o mesmo acontecendo com passeios ao ar livre em Israel, na Suíça (onde fica a séde da tal OMS) e na Suécia (que teve um percentual menor de óbitos do que a Inglaterra).  Fora isso, na Ásia… .bem, aí é outro assunto.

O título do estudo é: Máscaras faciais na era do Covid 19 – Uma hipótese de saúde. 

O estudo concluiu que as máscaras não são efetivas para bloquear a transmissão do Covid 19 e na realidade podem causar deterioração da saúde e até a morte prematura. O que há de novo nisso?  Ninguém sabe, já que a  OMS, no passado especializada em coletar estudos científicos das várias partes do mundo e sumarizá-los, nunca recomendou o seu uso.

Quem achar cansativa a Introdução e as Hipóteses, pode e deve passar diretamente à Fisiologia da Respiração.

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O CDC “genocida” e o rápido esvaziamento da OMS

Como agora virou moda, no Brasil e apenas no Brasil, acusar oponentes políticos/partidários de “genocidio” e de “fascista” – coisa de gente que não sabe o que é/foi qualquer das duas coisas , o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA talvez possa ser incluído na primeira categoria, já que reviu as suas posições e passou a afirmar o óbvio: o risco de transmissão do Covid 19 (como de qualquer vírus) através de superfícies é praticamente nulo, ou posto de forma genérica, inferior a 1:10.000.

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