Hidrogênio verde: um novo marketing ambiental?

De repente, de um chapéu com pombas e coelhos, surgiu o hidrogênio verde como uma grande salvação para as mudanças climáticas.  Marketing ambiental ou, na expressão em inglês, green washing.  E marketing político também.

O processo, conhecido há muito como hidrólise, consiste no uso da eletricidade para a separação das moléculas da água e depende de eletricidade barata e água fresca em abundância, fatores de produção difíceis de serem encontrados.  O assim chamado hidrogênio verde é apenas a produção de hidrogênio a partir de fontes de energia renováveis.

Vamos ao que diz o um artigo de fonte confiável cita como números do MIT.

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Intermezzo – A fundação do IV Reich

No momento assistimos à fundação do IV Reich em nome do medo de um vírus que tem letalidade entre 0,2 – 0,5% (dos casos reportados), contra 30% de letalidade da va´´ríola (doença já considerada erradicada.

Por razões ainda desconhecidas mas das quais se pode suspeitar, frascos de varíola foram encontrados recentemente numa unidade de pesquisa da Merck.  Comunicado, FBI abriu investigações que perdem muito em indepência porque o CDC rapidamente entrou na jogada, e o CDC é, hoje, apenas um defensor do faturamento da grande indústria farmacêutica.

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Fontes de energia, emissões e mudanças climáticas – I

Conceitos, ideias e propostas que objetivam o bem estar e a proteção do meio ambiente e da vida humana são sempre bem vindas, mas a suposição de que o tal “hidrogênio verde” terá algum peso minimammente significativo no padrão energético mundial nos próximos 10 anos é no mínimo ingênua, para não dizer que não passa de uma jogada política e de green washing.

Senão, vejamos.  Em 2019, a geração de eletricidade a partir do carvão representou 36,7% do total mundial, enquanto a participação dos combustíveis fósseis foi de 63,1% (incluindo o carvão).  Do outro lado, a participação das energias renováveis foi de 23,2%, com a energia hidrelétrica sendo responsável por mais da metade desse percentual (uma fonte hoje com poucas possibilidades de expansão significativa).   No mais, reatores nucleares, energia geotérmica e outras fontes de menor peso.

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As ficções da COP 26 não impressionam mais ninguém – I

Em março de 1990, realizou-se uma grande conferência no MIT sobre o tema “Energia e Meio Ambiente no Século XXI”.  O grande evento examinou literalmente todos os aspectos da produção, transporte e consumo de energia, e resultou numa publicação com quase 1.000 páginas (que, agora, encontra-se a caminho de um sebo ou do lixo, juntamente com muitas outras publicações do mesmo tipo e que se mostram antiquadas).

Dobrado no meio desse grande e elegante volume de capa dura, encontra-se o convite para o 5° Forum Anual de Financiamentos de Projetos de Energias Renováveis que se realizou em 2003, em Londres, com a presença de mais de 50 especialistas no assunto (ao qual o autor deste blog compareceu como simples membro da platéia).  Aí, já se discutiam os créditos de carbono a serem financiados com sobretaxas impostas aos combustíveis fósseis.

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Hidrogênio verde – Um lero-lero para os muito ricos?

Subitamente, surgiu uma nova conversa fiada para o controle das emissões globais causadoras de mudananças climáticas: o hidrogênio verde.  O marketing nesse ramo cultua a palavra verde, ainda que, com menos estardalhaçoo fale no hidrogênio azul que tem o gás natural como fonte primária de energia.  No primeiro caso, trata-se de  “mineração” de água  com a separação do H2 do O num processo denominado eletrólise, Já conhecido há tempos, esse processo  ainda requer massivos aportes de eletricidade.  As disponibilidades de água doce é um fator crítico, já que a dessalinização  aumenta em muito a demanda de energia.

O hidrogênio “verde” só se viabiliza com elevados créditos de carbono que, evidentemente, serão pagos ao consumidor final pela substituição de um combust´ível sujo por um limpo.  Lá! A questão central é a de sempre: qual o benefício disso para países como o Brasil, que exportarão energia limpa e água sem a retenção de impostos locais, com a eletrólise feita em “zonas de processamento industrial”?

Além disso, alguma geração de emprego nas áreas de solar e eólica de grande porte, já amplamente dominadas por capitais estrangeiros num ciclo em que a escassez de energia no Brasil tende a se acentuar e os preços a aumentarem.

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