João Dória, Fiocruz e as propostas de “distanciamento” ou mesmo quarentena ate uma hipotética vacina salvadora

Um relatório do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças – CDC dos EUA estima que a efetividade da vacina contra os vírus H1N1, também conhecida como gripe suína ou influenza A, foi de 37%.  Quando ajustados os números para os vírus que causam influenza A e B, a média de efetividade foi de 45%.

O estudo foi feito entre 23/10/2019 e 25/1/2020.  Ajustados os números, os autores do relatório ainda sujeito a revisões afirmam que os dados são “consistentes com as avaliações dos anos anteriores”.

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Covid 19 – Colocando as coisas em perspectiva

Nos países de clima temperado existe a “gripe sazonal”, a influenza, que alcança o seu pico ao final do inverno, tanto pela mudança de estações quanto pelo fato de que a quase totalidade da população permanece encerrada em casa ou nos locais de trabalho.

Nos EUA, a gripe sazonal do período 2017-2018 atingiu um número estimado de 44,8 milhões de pessoas (uma média entre 39,3 milhões e 57,9 milhões).  Esses, os números dos que apresentaram sintomas.  Foram cerca de 20,7 milhões de atendimentos médicos (média entre 18 milhões e 22 milhões), com um total de 808.129 hospitalizações (entre 621 mil e 1,36 milhão), e 61.099 mortos (novamente, uma média entre 46,4 mil e 95 mil). Continuar lendo Covid 19 – Colocando as coisas em perspectiva

Energias renováveis sob ataque da ANEEL – Um jogo de cartas marcadas – I

A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL resolveu bombardear os usuários de energias renováveis na área de mini e da micro-geração distribuída sob variados pretextos.  Para alcançar objetivos pré-estabelecidos, os argumentos de varejo são mal explicados, mas certamente trata-se de uma defesa dos interesses das concessionárias que trabalham com o mercado cativo, monopolistas, que não se modernizam em nenhuma área, querem apenas manter suas margens de lucro segundo um modelo de negócios em fase de superação.   As, as distribuidoras já deveriam estar evoluindo para prestadoras de serviços segundo os interesses dos clientes e gerenciadoras de redes inteligentes.

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Perdas por evaporação nos na “transposição” do São Francisco X Energia solar flutuante

As perdas por evaporação nos canais e reservatórios do sistema de “transposição” do São Francisco estão estimadas em 30%.  Água bombeada que se vai no semi-árido nordestino.

Ao final do ano passado, estimavam-se os custos operacionais da transposição do rio São Francisco em R$ 800 milhões por ano, principalmente em eletricidade para o bombeamento.  No início de 2019, a Agência Nacional de Águas – ANA resolveu definir tarifas (subsidiadas?) para a adução e disponibilização da água que indicam custos de R$ 433 milhões para o trecho já concluído.  Em tese, esses custos serão distribuídos entre os estados atendidos, proporcionalmente à vazão de água entregue a cada um deles.  Considerando as expectativas de aumento nos preços da energia, a conta pode subir e cair no colo do Tesouro Nacional.

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Água e energia: o fim do consumidor cativo como condição para o avanço do Brasil

O uso da expressão “monopólio natural” é frequente na economia para descrever uma situação na qual não se justifica a concorrência – até por razões econômicas – e, assim, há necessidade da presença do poder público na regulamentação.  Aos poucos, esse tipo de monopólio se espatifa, como já vem acontece há tempos com a telefonia e com as comunicações em geral.   A mesma tendência vem mostrando os seus contornos da área da eletricidade e logo se fará presente no campo da gestão de águas.  Em alguns lugares, as resistências inerciais são maiores do que em outros, ainda que os avanços tecnológicos sejam irreversíveis e a sua disseminação cada vez mais incontrolável.

Evidentemente, essa noção já avançou bastante – ainda que não o suficiente -p no setor elétrico, e tardará mais, ainda que deva ser um norte para o setor de água e esgoto.

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