Hidrog̻nio verde РUm lero-lero para os muito ricos?

Subitamente, surgiu uma nova conversa fiada para o controle das emissões globais causadoras de mudanças climáticas: o hidrogênio verde.  O marketing nesse ramo cultua a palavra verde, ainda que,co menos estardalhaço fale no hidrogênio azul que têm o gás natural como fonte primária de energia.  No primeiro caso, trata-se de a “mineração” de água  com a separação do H2 do O num processo denominado eletrôlise, já conhecido há tempos e que requer massivos aportes de eletricidade.  “Verde” se essa eletricidade for de origem solar ou eólica.

O hidrogênio “verde” só se viabiliza com elevados créditos de carbono que, evidentemente, serão pagos ao consumidor final pela substituição de um combust´ível sujo por um limpo.  Lá! A questão central é a de sempre: qual o benefício disso para países como o Brasil, que exportarão energia limpa e água sem a retenção de impostos locais, com a eletrólise feita em “zonas de processamento industrial”?

Além disso, alguma geração de emprego nas áreas de solar e eólica de grande porte, já amplamente dominadas por capitais estrangeiros num ciclo em que a escassez de energia no Brasil tende a se acentuar e os preços a aumentarem.

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Concessões capengas de água esgoto

As privatizações ou concessões do setor de saneamento à iniciativa privada no Brasil não é algo novo.  O exemplo de uma única concessão por diversos municípios da Região dos Lagos já ocorreu há cerca de 25 anos, concessão estendida por mais 5 sem por uma agência regulatória estadual bem frágil e nada transparente.  Os benefícios ambientais para a lagoa de Araruama foram desprezíveis ou mesmo contraproducentes.

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Parques de papel com concessões feitas à meia boca

Numa jogada de marketing ambiental, o governo federal e alguns governos estaduais vêm promovendo a concessão de parques à iniciativa privada, ainda quando o poder público tenha fração desprezível das áreas dessas unidades de conservação e não haja qualquer previsão de metas para ampliar a infraestrutura de visitação.

Os números recentemente obtidos com base na Lei de Acesso à Informação – já que o ICMBio não gosta de divulgá-los – indicam a existência de parques nacionais criados há décadas com 0% de regularização fundiária, como é o caso do Parque Nacional da Serra da Capivara desde 1979.  Sá muitos os que têm percentuais de regularização irrisórios!  Como o poder público concede algo que não lhe pertence e jamais abre qualquer janela de diálogo formal com os legítimos proprietários?

Trata-se, aqui, de continuar debatendo conceitos fundamentais para que os parques cumpram com uma de suas principais funções: a visitação e o convívio com a natureza.  A situação se repete nos estados.

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Os vícios e erros do BNDES na concessão de parques nacionais (entre outras)

O BNDES também erra, e longe!  E muito, em particular nos processos de concessão ou seja lá que nome de fantasia derem, como PPI.  A grande prova disso foi a concessão de serviços de água e esgoto na Região Metropolitana de Alagoas, quando o edital estabeleceu um preço mínimo de R$ 15 milhões e a melhor oferta, logo na abertura dos envelopes, foi de R$ 2 bilhões.  Em qualquer empresa privada, um erro dessa ordem daria demissão.

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Coréia do Sul contém o Coronavirus com inteligência e foco na prevenção

A Coréia do Sul tem sido citada como um caso de sucesso total na contenção da pandemia pelo coronavírus 19 só com inteligência e prevenção.

De fato, assim que saíram os primeiros artigos de pesquisadores chineses – aos quais todos os cientistas tiveram acesso -, a Coréia do Sul investiu massivamente na produção de kits para a detecção de pessoas contaminadas antes mesmo de que elas apresentassem os primeiros sintomas.

Nenhuma empresa – grande ou pequena – foi fechada, nenhuma atividade paralisada, não houve essa quarentena generalizada e nem pânico.  Apenas amostragens estatísticas bem feitas e rápido isolamento das pessoas cujos testes eram positivos.

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