Os vícios e erros do BNDES na concessão de parques nacionais (entre outras)

O BNDES também erra, e longe!  E muito, em particular nos processos de concessão ou seja lá que nome de fantasia derem, como PPI.  A grande prova disso foi a concessão de serviços de água e esgoto na Região Metropolitana de Alagoas, quando o edital estabeleceu um preço mínimo de R$ 15 milhões e a melhor oferta, logo na abertura dos envelopes, foi de R$ 2 bilhões.  Em qualquer empresa privada, um erro dessa ordem daria demissão.

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Coréia do Sul contém o Coronavirus com inteligência e foco na prevenção

A Coréia do Sul tem sido citada como um caso de sucesso total na contenção da pandemia pelo coronavírus 19 só com inteligência e prevenção.

De fato, assim que saíram os primeiros artigos de pesquisadores chineses – aos quais todos os cientistas tiveram acesso -, a Coréia do Sul investiu massivamente na produção de kits para a detecção de pessoas contaminadas antes mesmo de que elas apresentassem os primeiros sintomas.

Nenhuma empresa – grande ou pequena – foi fechada, nenhuma atividade paralisada, não houve essa quarentena generalizada e nem pânico.  Apenas amostragens estatísticas bem feitas e rápido isolamento das pessoas cujos testes eram positivos.

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Witzel e Crivella estão se lixando para o saneamento

Em concessões onerosas, o que vai para o caixa da poder público deixa de ser investido no setor.  Esse é o X do problema na “privatização” da Cedae, seja lá qual for o modelo adotado (no caso, melhor seria dizer fatiamento)..

Há cerca de 2- 3 anos, governo federal fez o BNDES emprestar dinheiro para o governo do estado do Rio de Janeiro  dando como garantia as ações da Cedae.  Foi um ação puramente política e de “contabilidade criativa”, já que ninguém sabia quanto valiam as ações da da empresa estadual de saneamento.

E como o BNDES não teve a decência de exigir sequer a diretoria financeira da empresa no período em que deteve R$ 3,5 bilhões do dinheiro público em ações da empresa, perdeu imensa oportunidade de melhorar o seu desempenho e de minimizar a sangria.

Agora, aproxima-se a data da liquidação da dívida e o BNDES afirma ter um “modelo” de privatização” que quase certamente é puramente financeiro, sem envolver aspectos fundamentais de engenharia, tecnologia, potencial recuperação de perdas, ou mesmo da avaliação de ativos (depreciação e necessidade de substituição das redes, por exemplo).

Não houve uma due diligence de engenharia e, se bobear, esses caras vão para a licitação com o prazo mínimo previsto na lei, 180 dias!  Aí só participa quem estiver tendo acesso a informações privilegiadas.

Mas Witzel e Crivella já começaram a disputar um naco da bufunfa das concessões onerosas que excedam o valor da dívida.  Nenhum dos dois está realmente interessado em saneamento.  Como nunca estiveram.

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Eólicas offshores X turismo e lazer – Uma questão de distância da costa – O caso da Caucaia, no Ceará

Como algumas eólicas offshore estão previstas para o litoral do Rio de Janeiro e do Ceará, o tema merece uma avaliação.

As questões centrais das usinas eólicas offshore não são as tartarugas ou os pássaros.  Maneiras de contornar esses problemas já foram avaliadas e desenvolvidas há bastante tempo.  Eólicas offshore existem há quase 30 anos e ganharam fôlego nos últimos 20 anos.  Ninguém está começando do zero.

A questão central são a poluição visual e o ruído, que colidem com os usos turísticos do litoral: pousadas, lazer, esportes náuticos costeiros.  No projeto em fase de audiência pública – licenciamento garantido – na proximidade da praia e até mesmo a colocação de turbinas na própria praia liquidará ou causará um imenso dano ao turismo de Caucaia, no Ceará!  A construção de pequenos enrocamentos para conter a erosão costeira – já apresentada como medida mitigatória, que não é -, não passa do jabuti em cima da árvore, já que nada tem a ver com o projeto, tem bem mais o estilo de pura movimentação de grana.

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Solar flutuante – O mundo acelera e o Brasil marca passo

Usinas fotovoltaicas flutuantes têm grandes vantagens, entre as quais evitar o custo de aluguel da terra.  Mas têm uma grande vantagem adicional, em especial em áreas com altas temperaturas e incidência solar, além de ventos: reduzem significativamente a evaporação de água.  E os benefícios desse tipo não são sequer contabilizados no Brasil.

Isso decorre em grande parte da caretice e da compartimentação do sistema político e institucional, que impedem o mero diálogo entre áreas diferentes – quem cuida de água, cuida de água, e quem cuida de solar, cuida de solar.  E com o tamanho do ego dos brasileiros – e dos latinos em geral – fazer sugestões fora da própria caixinha institucional ou de especialização é ofensa pessoal.

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