Hidrogênio verde: um novo marketing ambiental?

De repente, de um chapéu com pombas e coelhos, surgiu o hidrogênio verde como uma grande salvação para as mudanças climáticas.  Marketing ambiental ou, na expressão em inglês, green washing.  E marketing político também.

O processo, conhecido há muito como hidrólise, consiste no uso da eletricidade para a separação das moléculas da água e depende de eletricidade barata e água fresca em abundância, fatores de produção difíceis de serem encontrados.  O assim chamado hidrogênio verde é apenas a produção de hidrogênio a partir de fontes de energia renováveis.

Vamos ao que diz o um artigo de fonte confiável cita como números do MIT.

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Fontes de energia, emissões e mudanças climáticas – I

Conceitos, ideias e propostas que objetivam o bem estar e a proteção do meio ambiente e da vida humana são sempre bem vindas, mas a suposição de que o tal “hidrogênio verde” terá algum peso minimammente significativo no padrão energético mundial nos próximos 10 anos é no mínimo ingênua, para não dizer que não passa de uma jogada política e de green washing.

Senão, vejamos.  Em 2019, a geração de eletricidade a partir do carvão representou 36,7% do total mundial, enquanto a participação dos combustíveis fósseis foi de 63,1% (incluindo o carvão).  Do outro lado, a participação das energias renováveis foi de 23,2%, com a energia hidrelétrica sendo responsável por mais da metade desse percentual (uma fonte hoje com poucas possibilidades de expansão significativa).   No mais, reatores nucleares, energia geotérmica e outras fontes de menor peso.

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