Leilão de energia eólica quebra recordes norte-americanos

Os EUA estão realizando um leilão de áreas para a geração eólica offshore que mesmoainda ainda não terminado estabeleceu um número recorde de empresas interessadas, de área, e de valores.

O recorde anterior ocorreu em 2018, segundo informaçoes do Escritório de Gestão de Energia Oceânica – conhecido por sua sigla BOEM – criado em 2010 (vale visitar a página, mas jamais supor que para que o Brasil dê andamento nas muitas licenças que dormitam nas gavetas do lerdo Ibama é impresdincível percorrer todo um longo caminho de criação de mais órgãos burocráticos e de revisão de conceitos, até porque os EUA continuam muito atrás de outros países também nessa área).

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Hidrogênio verde: um novo marketing ambiental?

De repente, de um chapéu com pombas e coelhos, surgiu o hidrogênio verde como uma grande salvação para as mudanças climáticas.  Marketing ambiental ou, na expressão em inglês, green washing.  E marketing político também.

O processo, conhecido há muito como hidrólise, consiste no uso da eletricidade para a separação das moléculas da água e depende de eletricidade barata e água fresca em abundância, fatores de produção difíceis de serem encontrados.  O assim chamado hidrogênio verde é apenas a produção de hidrogênio a partir de fontes de energia renováveis.

Vamos ao que diz o um artigo de fonte confiável cita como números do MIT.

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Fontes de energia, emissões e mudanças climáticas – I

Conceitos, ideias e propostas que objetivam o bem estar e a proteção do meio ambiente e da vida humana são sempre bem vindas, mas a suposição de que o tal “hidrogênio verde” terá algum peso minimammente significativo no padrão energético mundial nos próximos 10 anos é no mínimo ingênua, para não dizer que não passa de uma jogada política e de green washing.

Senão, vejamos.  Em 2019, a geração de eletricidade a partir do carvão representou 36,7% do total mundial, enquanto a participação dos combustíveis fósseis foi de 63,1% (incluindo o carvão).  Do outro lado, a participação das energias renováveis foi de 23,2%, com a energia hidrelétrica sendo responsável por mais da metade desse percentual (uma fonte hoje com poucas possibilidades de expansão significativa).   No mais, reatores nucleares, energia geotérmica e outras fontes de menor peso.

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As ficções da COP 26 não impressionam mais ninguém – I

Em março de 1990, realizou-se uma grande conferência no MIT sobre o tema “Energia e Meio Ambiente no Século XXI”.  O grande evento examinou literalmente todos os aspectos da produção, transporte e consumo de energia, e resultou numa publicação com quase 1.000 páginas (que, agora, encontra-se a caminho de um sebo ou do lixo, juntamente com muitas outras publicações do mesmo tipo e que se mostram antiquadas).

Dobrado no meio desse grande e elegante volume de capa dura, encontra-se o convite para o 5° Forum Anual de Financiamentos de Projetos de Energias Renováveis que se realizou em 2003, em Londres, com a presença de mais de 50 especialistas no assunto (ao qual o autor deste blog compareceu como simples membro da platéia).  Aí, já se discutiam os créditos de carbono a serem financiados com sobretaxas impostas aos combustíveis fósseis.

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Hidrogênio verde – Um lero-lero para os muito ricos?

Subitamente, surgiu uma nova conversa fiada para o controle das emissões globais causadoras de mudananças climáticas: o hidrogênio verde.  O marketing nesse ramo cultua a palavra verde, ainda que, com menos estardalhaçoo fale no hidrogênio azul que tem o gás natural como fonte primária de energia.  No primeiro caso, trata-se de  “mineração” de água  com a separação do H2 do O num processo denominado eletrólise, Já conhecido há tempos, esse processo  ainda requer massivos aportes de eletricidade.  As disponibilidades de água doce é um fator crítico, já que a dessalinização  aumenta em muito a demanda de energia.

O hidrogênio “verde” só se viabiliza com elevados créditos de carbono que, evidentemente, serão pagos ao consumidor final pela substituição de um combust´ível sujo por um limpo.  Lá! A questão central é a de sempre: qual o benefício disso para países como o Brasil, que exportarão energia limpa e água sem a retenção de impostos locais, com a eletrólise feita em “zonas de processamento industrial”?

Além disso, alguma geração de emprego nas áreas de solar e eólica de grande porte, já amplamente dominadas por capitais estrangeiros num ciclo em que a escassez de energia no Brasil tende a se acentuar e os preços a aumentarem.

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