Crivella e o meio ambiente urbano

Não é de se esperar que muitos prefeitos entendam o que são as complexas questões ambientais de nossos tempos ou sequer se interessem por elas, ainda mais quando não conseguem fazer um mínimo em matéria de drenagem e esgotamento sanitário.  Mas destruir o que é bom em nome de tolices já é demais.

Aos fatos do que anda fazendo a administração Crivella com o escasso dinheiro público.

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Witzel e Crivella estão se lixando para o saneamento

Em concessões onerosas, o que vai para o caixa da poder público deixa de ser investido no setor.  Esse é o X do problema na “privatização” da Cedae, seja lá qual for o modelo adotado (no caso, melhor seria dizer fatiamento)..

Há cerca de 2- 3 anos, governo federal fez o BNDES emprestar dinheiro para o governo do estado do Rio de Janeiro  dando como garantia as ações da Cedae.  Foi um ação puramente política e de “contabilidade criativa”, já que ninguém sabia quanto valiam as ações da da empresa estadual de saneamento.

E como o BNDES não teve a decência de exigir sequer a diretoria financeira da empresa no período em que deteve R$ 3,5 bilhões do dinheiro público em ações da empresa, perdeu imensa oportunidade de melhorar o seu desempenho e de minimizar a sangria.

Agora, aproxima-se a data da liquidação da dívida e o BNDES afirma ter um “modelo” de privatização” que quase certamente é puramente financeiro, sem envolver aspectos fundamentais de engenharia, tecnologia, potencial recuperação de perdas, ou mesmo da avaliação de ativos (depreciação e necessidade de substituição das redes, por exemplo).

Não houve uma due diligence de engenharia e, se bobear, esses caras vão para a licitação com o prazo mínimo previsto na lei, 180 dias!  Aí só participa quem estiver tendo acesso a informações privilegiadas.

Mas Witzel e Crivella já começaram a disputar um naco da bufunfa das concessões onerosas que excedam o valor da dívida.  Nenhum dos dois está realmente interessado em saneamento.  Como nunca estiveram.

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Lagoa de Marapendi – Já é passada a hora de revisar conceitos

Muitas atividades podem ser feitas nos parques nacionais dos países sérios.  Aqui, na página dos parques do governo do Canadá, algumas das atividades desportivas e de lazer que podem ser praticadas em seus rios e lagos, que incluem, é claro, canoagem (lá, a água de degelo é demasiadamente fria para o contato direto, ainda que ele não seja proibido).

No Brasil onde os parques e similares são criados e administrados por “ambientalistas”, biólogos, botânicos, engenheiros florestais e profissionais similares, nada é permitido.   A presença humana é banida e depois reclamam que as pessoas não amam a natureza.

No caso das lagos da Barra, a ideia de esportes aquáticos é muito limitada, diminuindo drasticamente o potencial turístico e de lazer da população da região e da cidade do Rio de Janeiro.

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Brasil: as devastações da mineração. Desta vez, Braskem agindo como a Vale

Uma Chernobyl não radioativa ameaça transformar vários bairros de Maceió em paisagens lunares.  Novamente, descontroles de atividades da mineração com graves prejuízos para a sociedade.  Desta vez, a Braskem, sucessora da Salgema.  O vídeo a seguir é excelente introdução à catástrofe já em andamento.

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Água e energia: o fim do consumidor cativo como condição para o avanço do Brasil

O uso da expressão “monopólio natural” é frequente na economia para descrever uma situação na qual não se justifica a concorrência – até por razões econômicas – e, assim, há necessidade da presença do poder público na regulamentação.  Aos poucos, esse tipo de monopólio se espatifa, como já vem acontece há tempos com a telefonia e com as comunicações em geral.   A mesma tendência vem mostrando os seus contornos da área da eletricidade e logo se fará presente no campo da gestão de águas.  Em alguns lugares, as resistências inerciais são maiores do que em outros, ainda que os avanços tecnológicos sejam irreversíveis e a sua disseminação cada vez mais incontrolável.

Evidentemente, essa noção já avançou bastante – ainda que não o suficiente -p no setor elétrico, e tardará mais, ainda que deva ser um norte para o setor de água e esgoto.

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