Parques de papel com concessões feitas à meia boca

Numa jogada de marketing ambiental, o governo federal e alguns governos estaduais vêm promovendo a concessão de parques à iniciativa privada, ainda quando o poder público tenha fração desprezível das áreas dessas unidades de conservação e não haja qualquer previsão de metas para ampliar a infraestrutura de visitação.

Os números recentemente obtidos com base na Lei de Acesso à Informação – já que o ICMBio não gosta de divulgá-los – indicam a existência de parques nacionais criados há décadas com 0% de regularização fundiária, como é o caso do Parque Nacional da Serra da Capivara desde 1979.  Sá muitos os que têm percentuais de regularização irrisórios!  Como o poder público concede algo que não lhe pertence e jamais abre qualquer janela de diálogo formal com os legítimos proprietários?

Trata-se, aqui, de continuar debatendo conceitos fundamentais para que os parques cumpram com uma de suas principais funções: a visitação e o convívio com a natureza.  A situação se repete nos estados.

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Os vícios e erros do BNDES na concessão de parques nacionais (entre outras)

O BNDES também erra, e longe!  E muito, em particular nos processos de concessão ou seja lá que nome de fantasia derem, como PPI.  A grande prova disso foi a concessão de serviços de água e esgoto na Região Metropolitana de Alagoas, quando o edital estabeleceu um preço mínimo de R$ 15 milhões e a melhor oferta, logo na abertura dos envelopes, foi de R$ 2 bilhões.  Em qualquer empresa privada, um erro dessa ordem daria demissão.

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Linhas férreas através de encostas íngremes e imensas pontes sobre rios X Licenciamento ambiental no Brasil

Há dias, peguei-me assistindo e compartilhando com amigos mineiros alguns vídeos sobre as mais belas e ousadas linhas férreas do mundo.  Entre elas, o Expresso Glacial, na Suíça, cujas imagens são imperdíveis.

Não me contive e perguntei a um ex-dirigente de órgão ambiental quanto tempo levaria o licenciamento ambiental de uma coisa dessas no Brasil.  Logo após uma sonora gargalhada, ele respondeu: “1.000 anos”.

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