Hidrogênio verde – Um lero-lero para os muito ricos?

Subitamente, surgiu uma nova conversa fiada para o controle das emissões globais causadoras de mudananças climáticas: o hidrogênio verde.  O marketing nesse ramo cultua a palavra verde, ainda que, com menos estardalhaçoo fale no hidrogênio azul que tem o gás natural como fonte primária de energia.  No primeiro caso, trata-se de  “mineração” de água  com a separação do H2 do O num processo denominado eletrólise, Já conhecido há tempos, esse processo  ainda requer massivos aportes de eletricidade.  As disponibilidades de água doce é um fator crítico, já que a dessalinização  aumenta em muito a demanda de energia.

O hidrogênio “verde” só se viabiliza com elevados créditos de carbono que, evidentemente, serão pagos ao consumidor final pela substituição de um combust´ível sujo por um limpo.  Lá! A questão central é a de sempre: qual o benefício disso para países como o Brasil, que exportarão energia limpa e água sem a retenção de impostos locais, com a eletrólise feita em “zonas de processamento industrial”?

Além disso, alguma geração de emprego nas áreas de solar e eólica de grande porte, já amplamente dominadas por capitais estrangeiros num ciclo em que a escassez de energia no Brasil tende a se acentuar e os preços a aumentarem.

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